Blog - 12 julho 2018

Tipos de empreendedorismo: descubra o que mais combina com você

Empreender nunca é tarefa fácil. Por vezes, podemos ser levados a acreditar que só o fato de não receber ordens de superiores em uma empresa vai compensar todo o trabalho existente para abrir o próprio negócio.

Se você está com esse pensamento e essa é a sua única motivação, tome muito cuidado para não entrar em um “barco furado”. Antes de se denominar empreendedor, é importante conhecer todos os tipos de empreendedorismo disponíveis para encontrar o que mais se caracteriza com a sua realidade atual, e é sobre isso que falaremos no post. Confira!

Empreendedorismo social

O empreendedor dessa modalidade é movido pela vontade de ganhar dinheiro, mas, ao mesmo tempo, de fazer algo que contemple positivamente o mundo. Nessa classificação, o trabalho em equipe é fundamental, assim como mudar o universo e inspirar outras pessoas a tomarem a mesma iniciativa.

Muitas vezes, o empreendedor social é o jovem que está na faculdade ou acabou de se formar e tem a vontade de lidar com problemas que outras áreas não são capazes. Exemplos de empreendedores sociais são organizações, projetos e instituições.

Esse tipo de empreendedorismo pode ajudar  e muito — a sociedade como um todo, resolvendo até questões sociais que o poder público não consegue solucionar sozinho.

Porém, por não pensar somente no lucro, este pode ficar em segundo plano e não trazer grandes montantes para o empreendedor.

Empreendedorismo informal

A informalidade é praticada quando uma empresa não tem seu Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) ou deixa de emitir nota fiscal, a depender do caso.

O empreendedorismo informal acaba sendo realizado por uma grande parcela dos brasileiros que tem como objetivo a abertura do próprio negócio, mas ainda não consegue arcar com todos os custos e gastos de uma empresa de porte um pouco maior. Exemplos desse tipo são lojas montadas em garagens de residências e barracas de rua.

Pessoas que encaram essa como a melhor forma de trabalhar são geralmente aquelas que não podem sofrer muitos riscos e precisam sustentar suas famílias. Elas não têm a oportunidade de realizar muitos investimentos para ver o negócio crescer e acabam não enxergando no longo prazo, apenas o momento atual. Um aspecto negativo é que agir na informalidade pode ocasionar diversos problemas jurídicos e fiscais.

Empreendedorismo cooperativo

O empreendedorismo cooperativo é formado por artesãos, pequenos produtores e trabalhadores que se unem a outros profissionais do mesmo ramo para encontrarem oportunidades de comercializar um produto específico.

O empreendedor cooperativo geralmente não tem muitos recursos para investir e, por isso, não pode ter grandes riscos no dia a dia. Nesse caso, não há como empreender pensando apenas no seu trabalho. É necessário visualizar oportunidades para todos os cooperados: quando um cresce, todos se beneficiam. Porém, se houver alguma ação negativa dentro da cooperativa, todos os participantes podem sofrer prejuízos.

Ele tem como objetivos crescer e ser independente, mas empreende utilizando mais a intuição do que grandes pesquisas de mercado, o que, muitas vezes, dificulta os resultados no médio e longo prazos. Leva em conta a opinião dos outros cooperados para tomar grandes decisões que podem alterar o curso do negócio.

Empreendedorismo individual formalizado

Nessa categoria, encontram-se as pessoas que querem ser vistas como as grandes corporações, com os mesmos direitos e deveres, mas com escala de produção e burocracia menores perante os órgãos públicos.

Esse empreendedor age solitariamente e precisa pensar apenas nos seus atos para ver o negócio crescer. Ele ainda está muito ligado ao sustento familiar e tem apenas um ou dois funcionários prestando serviço na empresa. Muitas vezes, são integrantes da própria família do empreendedor, e essa escolha é feita visando à diminuição dos gastos e à simplificação na gestão de pessoas.

Há duas formas de formalizar o empreendedorismo individual: por meio das modalidades de Microempreendedor Individual (MEI) e de Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI). Em ambas, o responsável deverá ficar atento aos limites de faturamento para sempre estar de acordo com o que é exigido legalmente.

Empreendedorismo corporativo

O corporativo é aquela pessoa que empreende dentro da própria empresa em que trabalha. Ele tem como objetivos vender mais, melhorar a posição da empresa no mercado, ter mais vantagem competitiva, reduzir custos e ter uma equipe de sucesso. Já como metas pessoais, tem intenção de crescer na carreira, ter promoções e ganhar um maior salário. Para isso, ele cria novos projetos vinculados à própria corporação onde desenvolve suas funções.

Esse tipo de empreendedor é visto com bons olhos pelas grandes marcas e procurado com muita frequência no mercado, afinal de contas, para ele ter lucros financeiros, a empresa em que ele trabalha também precisa ter. E essa é uma ótima oportunidade de potencializar os resultados das duas partes. Em contrapartida, existe a possibilidade de que esse empreendedor seja sempre um “refém” dos números, e os resultados precisarão ser atrativos o tempo todo para que ele continue sendo uma boa opção dentro da empresa onde trabalha.

Empreendedorismo digital

Essa área está muito relacionada com o estilo de consumo praticado atualmente, aquele em que os consumidores não precisam sair de casa para adquirir um produto ou serviço: com poucos cliques, eles conseguem fazer comparações e compras econômicas.

O empreendedor digital pode trabalhar sem se relacionar pessoalmente com o cliente, apenas fazendo transações online, como é o caso de diversos e-commerces, cursos online, infoprodutos e serviços prestados a distância.

Dependendo da área, o investimento inicial não precisa ser muito grande e isso é uma vantagem para quem vai começar um negócio.

Porém, um aspecto negativo é a possibilidade de que ele sofra com algumas das adversidades que a internet pode proporcionar, como falta de conectividade, erro de sistemas e negócios virtuais sem muito apelo emocional, contando mais com a necessidade do consumidor pela real compra do que com a emoção de uma nova aquisição.

Agora que conhece os principais tipos de empreendedorismo possíveis para começar o seu próprio negócio, é fundamental que você se veja em algum deles. Essa etapa do processo vai dizer muito sobre as próximas e como você deve conduzir todo o seu trabalho. Além do seu perfil pessoal, não deixe de analisar o segmento do mercado no qual você vai atuar.

Se você quiser continuar lendo sobre como ter sucesso na sua carreira profissional, veja o nosso post sobre como realizar um bom networking e ter uma rede de contatos!

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